sexta-feira, 22 de março de 2013

Inscrições para Exame da Ordem vão até dia 8 de abril


O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou nesta sexta-feira (22) o edital de abertura do X Exame de Ordem Unificado. As inscrições, exclusivamente pela internet, terão início às 14h desta sexta-feira (22/3) e se estendem até às 23h59 do dia 8 de abril de 2013. No momento da inscrição, o examinando deverá optar em qual cidade deseja fazer a prova.
A primeira fase (prova objetiva), com 80 questões, está prevista para o dia 28 de abril e a segunda (prova prático-profissional), para a qual só se submeterão aqueles que forem aprovados na primeira, está prevista para o dia 16 de junho de 2013.
Houve mudança no horário das provas, que agora terão início às 13h, seguindo o horário de Brasília, e não mais às 14h, como vinha ocorrendo. Os candidatos terão cinco horas para terminar as provas. Os locais de realização de prova serão divulgados no site do Conselho Federal da OAB e nos endereços eletrônicos das seccionais na data provável de 10 de junho de 2013.
O Exame de Ordem pode ser prestado por bacharel em Direito, ainda que pendente apenas a sua colação de grau, formado em instituição regularmente credenciada. Poderão prestá-lo os estudantes de Direito do último ano do curso de graduação em Direito ou do nono e décimo semestres. O Exame da Ordem é aplicado nacionalmente pela OAB como requisito obrigatório para que o bacharel em Direito ingresse nos quadros da advocacia, conforme prevê o artigo 8º, inciso IV, da Lei 8.906/1994.
Este ano serão três edições do exame: esta e duas outras nos meses de julho e novembro deste ano. O XI Exame de Ordem Unificado terá inscrições abertas a partir do dia 12 de julho. A previsão é que a primeira fase aconteça no dia 18 de agosto e a segunda, em 6 de outubro. Já o último Exame de Ordem do ano terá inscrições a partir do dia 4 de novembro de 2013, com a primeira fase prevista para o dia 8 de dezembro e a segunda para 2 de fevereiro de 2014. 


Fonte: revista Consultor Jurídico

segunda-feira, 18 de março de 2013

ESA e OAB-RJ criam especialização em Direito Tributário


A Comissão Especial de Assuntos Tributários e a Escola Superior da Advocacia da OAB-RJ criaram um programa de educação continuada na área do Direito Tributário. De acordo com a direção do curso, o currículo é formatado a partir de estudos e discussões na comissão e foca as carências da advocacia para, a partir de debate com a direção da escola, oferecer atualização ao tributarista sobre os temas mais tormentosos do ramo. O intuito também é dar iniciação a quem deseja ingressar no setor.
O resultado da cooperação já resultou no curso de Introdução ao Direito Tributário - um enfoque prático e atual, no qual especialistas, mestres e doutores dão enfoque aos problemas que o advogado enfrenta no cotidiano forense e de consultoria. O curso, coordenado por Maurício Faro, presidente da comissão, e Gilberto Fraga, vice-presidente, já tem inscrições abertas ao preço de R$ 250 para advogados e R$ 200 para estagiários. As aulas serão ministradas às terças e quintas-feiras na ESA/OAB-RJ e começarão em 11 de abril, com duração até 14 de maio.
“A ideia é que a cada semestre ofereçamos um módulo complementar, de forma que ao término da gestão o advogado que for cursá-los tenha uma atualização bastante abrangente sobre o tema”, diz o presidente da Comissão Especial de Assuntos Tributários, Maurício Faro. “Começamos com uma introdução, mas no próximo semestre já partiremos para temas mais específicos, de forma que o advogado possa encontrar instrumentos para melhor exercer seu ofício.”
Segundo Gilberto Fraga, a intenção é “equipar os profissionais”, função essencial da OAB. “Com o sistema de módulos, oferecidos à noite, proporcionamos àqueles que de fato têm dificuldade em encontrar oportunidades de ensino o acesso à informação, democratizando o conhecimento jurídico.”
Flávio Ahmed, diretor-geral da Escola, destacou a especificidade do modelo adotado, com cursos rápidos, práticos, mas nem por isso superficiais. “Um programa de educação continuada por área, tal como formatado, é muito oportuno e necessário. Por um lado, permite que o advogado escolha os temas mais afins, adquirindo uma visão geral sobre os temas realmente atuais para um aprofundamento segundo seus interesses e vocação específica”. Segundo ele, o projeto tem sido bastante procurado.
As inscrições podem ser feitas pelo site da OAB-RJ — clique aqui para acessar. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone da (21) 2272-2097.

Fonte: revista Consultor Jurídico

segunda-feira, 11 de março de 2013

Projeto prevê medida para coibir a venda de monografias

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte deverá analisar Projeto de Lei (PLS 199/2012) que prevê medida para coibir a venda de trabalhos monográficos. O tema está na pauta da reunião que acontece amanhã (12/03) na CE.

A proposta estabelece que haja divulgação obrigatória de trabalhos acadêmicos de conclusão de curso superior, com o objetivo de evitar plágio, coibindo assim a venda das monografias. 

O autor da proposta, senador Blairo Maggi (PR-MT), afirma que atualmente vem existido displicência na divulgação dos trabalhos acadêmicos de conclusão dos cursos no país, o que alimenta “práticas abusivas e desonestas de compra de monografias e plágio”.

Segundo ele, a ampliação do acesso à internet facilitou tais práticas, o que gera dúvida quanto a lisura dos processos de avaliação final dos estudantes de graduação, assim, com a medida, o parlamentar quer conferir caráter público monografias, ou TCCs, e obrigar a divulgação dos textos, melhorando os processos de avaliação acadêmica e a qualidade da educação superior no país.

O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), relator da matéria, entende que a medida resultará em maior comprometimento dos alunos na elaboração desses textos, e em maior envolvimento dos orientadores, “os quais passam a ter seus nomes vinculados aos trabalhos finais publicados”.

Clique aqui e veja a proposta.

Fato Notório

quinta-feira, 7 de março de 2013

Solenidade de posse na ACL

Foto: Carlos Emir
O Diretor Geral da ESA Campos Djalmo Luiz Cardoso Tinoco, representou a 12ª Subseção da OAB/Campos na solenidade de posse na Academia Campista de Letras - ACL, na noite da última segunda-feira (4), na sede da entidade, no Jardim São Benedito. O evento reuniu diversas personalidades de Campos e membros da Academia.
O novo presidente foi eleito em dezembro do ano passado, por aclamação, e aos 65 anos de idade e 45 como professor, Hélio destacou os novos projetos que pretende inserir no próximo biênio na ACL, dentre eles, dar continuidade aos trabalhos de seu antecessor Elmar Martins, e ainda realizar eventos marcantes por ocasião dos centenários de intelectuais, poetas e compositores. 

segunda-feira, 4 de março de 2013

Posse na Academia Campista de Letras

Diretor da ESA Campos, Djalmo Luiz Cardoso Tinoco representará a 12ª Subseção na solenidade de posse na Academia Campista de Letras na noite de hoje (4). 

Em março e abril, PJe será implantanto em mais sete comarcas


Fonte: redação da Tribuninha
Cronograma
Nos meses de março e abril, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT-1) continuará a expansão do Processo Judicial Eletrônico (PJe) nas varas trabalhistas do estado. A instalação está prevista em Maricá, Queimados, Barra Mansa, Resende, Volta Redonda, Barra do Piraí e Angra dos Reis.
Vale lembrar que o presidente eleito do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Carlos Alberto Reis de Paula, que assume o tribunal no início de março, afirmou que vai estabelecer um novo cronograma para implantação do sistema. Em razão disso, o calendário pode passar por mudanças.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Curso de Licitações Públicas

A Escola Superior de Advocacia de Campos e WTC e com apoio da OAB Campos, estará promovendo entre os dias 14 e 15 de março do corrente ano, curso de licitações públicas, questões relevantes na visão da doutrina e da jurisprudência. O curso será ministrado pelo Desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro Dr. Cláudio Brandão.
O curso oferecerá aos advogados adimplentes com suas anuidades um desconto de 15%.


Objetivo: O curso disponibilizará aos seus participantes informações relevantes e úteis, no plano prático e teórico, aptas a proporcionar maior eficiência e segurança nas contratações públicas. Os participantes, ao final do curso deverão estar capacitados para formular boas escolhas, adotar melhores práticas no planejamento das licitações e na tramitação de sua fase externa, prevenindo erros e zelando pela observância dos princípios constitucionais aplicáveis a Administração.

Publico Alvo: Ordenadores de Despesas, Gestores, Fiscais de Contratos, Comissões de Licitação, Pregoeiro e sua Equipe, Auditores, Consultores, Advogados,  Administradores, Servidores da Área Financeira: tesoureiros, contadores e demais profissionais da área e todos aqueles que tenham interesse no assunto.

Conteúdo Programático:
- O Conceito e as Finalidades da Licitação;
- A Licitação como Instrumento de Fomento Econômico e Social;
- A Licitação na Constituição Federal;
- Os Princípios Aplicáveis aos Procedimentos Licitatórios;
- As Modalidades Licitatórias;
- Fases Interna e Externa da Licitação;
- A Revogação e a Anulação da Licitação;
- A Dispensa da Licitação;
- A Inexigibilidade de Licitação. Previsão Legal. Casos Concretos;
- Crimes Relacionados a Licitação;
- A Improbidade Administrativa e o Procedimento Licitatório;
- A Atuação da Assessoria Jurídica no Procedimento Licitatório;
- O Controle Judicial e o Controle do Tribunal de Contas sobre a Licitação;
- Possibilidade de Aplicação de Punição Administrativa ao Licitante.

Carga Horária: 20h, sendo 16h de aulas presenciais e 04h de atividades.

Investimento: R$ 1.950,00

*Acima de 03 inscrições, 10% de descontos
.
Data: 14 e 15 de março de 2013
Local: Auditório da WTC Recursos Humanos, localizado na Rua Visconde do Itaboraí,
169, Pq. Rosário - Campos dos Goytacazes/RJ

Inscrições: 22 2733-0807 ou wtc@censanet.com.br

Ministrado por: 
CLÁUDIO BRANDÃO
Desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro; Doutorando pela Universidade de Coimbra;
Mestre em Direito na área de Justiça e Cidadania; Professor de Direito Administrativo e Constitucional da UFF;
Autor de livros sobre Direito Administrativo, Licitações.

Encontro discute o Judiciário nas redes sociais e prioridades


Fonte: site do CNJ
O ingresso dos tribunais nas redes sociais, a padronização dos portais da internet nos cinco tribunais regionais federais (TRFs) e as prioridades dos Tribunais Superiores do Trabalho e Eleitoral e da Rádio e TV Justiça: temas que encerraram o primeiro dia de exposições do Encontro Nacional de Comunicação do Poder Judiciário, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no auditório do Conselho da Justiça Federal (CJF).
A assessora de Comunicação Social do CJF, Roberta Cunha, destacou que a padronização dos portais de internet dos cinco TRFs do País é uma das metas do Departamento de Comunicação do CJF, com o objetivo de facilitar a compreensão e o acesso do cidadão às informações e aos serviços oferecidos pelo Judiciário. "Temos agora um projeto para criar um portal da Justiça Federal, com informações unificadas. Será muito útil para o cidadão encontrar todos os serviços, como a expedição de certidões negativas, por exemplo, organizadas por nomenclaturas padronizadas", afirmou.
Padronização dos portais de internet dos TRFs é uma das metas do Departamento de Comunicação do CJF
O acesso às redes sociais foi o tema da exposição de Taciana Giesel, do Tribunal Superior do Trabalho, e do secretário de Comunicação Social do TST, Alexandre Machado. Segundo Taciana, a organização que quiser ingressar nas mídias sociais, como o Facebook, precisa ter em mente que a presença dela na rede social não se dará apenas por meio da divulgação de conteúdos de forma unilateral. "É uma rede social. É preciso haver interação", afirmou. "Não entre na rede social se você não tiver senso de humor, não estiver disposto a falar abertamente, não tiver tempo ou uma equipe para cuidar dessa mídia e, principalmente, se não tiver a aprovação de toda a organização", observou.
Segundo Taciana, o TST vem apresentando resultados expressivos nas mídias sociais. Em apenas três meses, o Tribunal passou de 19 mil para 60 mil fãs no Facebook. Ela contou que o objetivo inicial da comunicação do TST era divulgar as notícias da corte por meio da rede. Porém, a visão da ferramenta foi ampliada, e o departamento começou a desenvolver conteúdos personalizados e de interesse de trabalhadores específicos.
Para o secretário de Comunicação do TST, Alexandre Machado, apesar dos avanços, ainda existem barreiras a serem quebradas para que os tribunais possam utilizar plenamente as novas mídias. "Temos de batalhar por uma política de como entrar e encaminhar nossas mensagens por meio das redes sociais. Ao mesmo tempo, acho que temos de lidar com uma questão material. O próximo passo será uma briga por audiência em espaços cada vez menores. O problema, então, será descobrir quem é nossa audiência e o que ela quer", completou.
A assessora da Secretaria de Comunicação Social do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cristina Mendes, destacou, em sua exposição, a característica do TSE em relação aos demais tribunais. Ela explicou que a Justiça Eleitoral é a única que trabalha no fluxo inverso das demais por ter um calendário próprio. “Ao contrário das demais justiças, às quais o cidadão recorre, a Justiça Eleitoral é que vai atrás do cidadão, é ela quem gera a demanda. Nós não somos demandados pelo cidadão para agir. Temos um calendário próprio”, comentou .
Ela destacou também os principais desafios a serem enfrentados nos próximos anos pelo TSE, como a implantação do sistema biométrico de identificação, atendendo pelo menos 24 milhões de eleitores em todo o País; a implantação do Processo Judicial Eletrônico (PJe), adaptado às especificidades da Justiça Eleitoral; e a consolidação da imagem da Justiça Eleitoral como uma justiça especializada que trabalha permanentemente e não apenas em anos eleitorais.
A coordenadora da Rádio e TV Justiça, Juliana Batista, destacou o enorme potencial de parcerias com outros tribunais para a geração de programas. Ela observou, porém, que os programas recebidos dos tribunais têm seguido o mesmo formato de jornal, debate ou entrevista e que a intenção é mudar para diversificar a programação. “Queremos investir na área cultural”, afirmou.
O secretário de Comunicação Social do CNJ, Marcone Gonçalves, ressaltou que os presidentes dos tribunais, durante o VI Encontro Nacional do Poder Judiciário, realizado em novembro de 2012, estabeleceram o aperfeiçoamento da comunicação como prioridade. Ele informou que o Conselho está estudando uma resolução para detalhar a política de comunicação a ser seguida pelo Judiciário. “Estamos consolidando o projeto estratégico de comunicação do Judiciário”, afirmou.
Segundo Marcone, a comunicação deve se posicionar melhor na estrutura dos tribunais. Mas, para isso, as assessorias de comunicação têm de se aprimorar e apresentar resultados efetivos. Sem um esforço efetivo, ressaltou, a comunicação não alcançará a posição estratégica no Judiciário.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

PJe-JT será instalado hoje no TST


Fonte: redação da Tribuna do Advogado

O Tribunal Superior do Trabalho adotará oficialmente nesta terça-feira, dia 26, o Processo Judicial eletrônico da Justiça do Trabalho (PJe-JT) como sistema de tramitação de processos. A solenidade de instalação será conduzida pelo presidente da corte e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, João Oreste Dalazen, às 17h, na sede do tribunal.
A partir desta quarta-feira, dia 27, se inicia o período experimental, com duração de 30 a 60 dias, quando a Sexta Turma do TST passará a utilizar o sistema. Após este prazo, o PJe será estendido às demais áreas do tribunal, devendo, em breve, se tornar único em toda a Justiça Trabalhista.

Por não funcionar, PJe-JT não pode ser obrigatório - Ana Amelia M. Barreto


Desde a vigência da lei que instituiu o processo judicial informatizado em 2007, os advogados se adaptaram a advocacia em meio digital, encontrando na tecnologia grande aliada do exercício da profissão, pois viabiliza a prática do ato processual a qualquer dia, a qualquer hora e de qualquer lugar.
O Poder Judiciário implantou dezenas de sistemas de peticionamento eletrônico que não guardam quaisquer similaridades entre si. A formação dessas várias ilhas tecnológicas autônomas obrigou a advocacia a desenvolver conhecimento específico sobre o funcionamento de cada um dos sistemas ofertados.
O Judiciário implantou dezenas de sistemas de peticionamento eletrônico que não guardam quaisquer similaridades entre si
Mas nenhum sistema de processo eletrônico recebeu unânime repúdio da advocacia como o Processo Judicial eletrônico da Justiça do Trabalho (PJe-JT), tornado a única via de acesso à Justiça em todas as regiões da Justiça Trabalhista, mesmo antes de estar pronto para uso. Meses após sua implantação persistem erros de ordem técnica, crônicos e múltiplos.
O PJe-JT instalou a modalidade de violação tecnológica de prerrogativas uma vez que o pleno acesso à Justiça e a garantia do livre exercício profissional foram deletados.
O Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) é o gestor exclusivo do sistema, cabendo aos Tribunais Regionais, tão somente, reportar os erros técnicos vivenciados. Apesar de as Seccionais da OAB integrarem os Comitês Gestores Regionais, a participação é meramente opinativa.
É longa a via crucis imposta ao advogado para operar o sistema. O primeiro grande complicador do PJe-JT para o usuário é a preparação da máquina, a configuração do equipamento para acesso ao sistema, que apresenta problemas intermináveis de compatibilidade, desabilitação automática de plugins e outros tantos. Em assim sendo, alguns dias se consegue peticionar e, outros não.
O PJe-JT opera em bases separadas, obrigando o advogado a se cadastrar em cada instância e em cada Região da Justiça do Trabalho. E, em uma mesma Região, convivem versões diferentes de primeiro e segundo graus, em que é possível peticionar em lote em uma instância e na outra não, por exemplo.
O cadastramento no sistema, o primeiro passo para acesso à Justiça, invariavelmente reverte as expectativas do usuário. Ora se depara com inconsistência na consulta à base de dados da OAB, ora da Receita Federal. E apesar de corretas as informações do advogado na OAB, exigem que o advogado se desloque fisicamente ao Tribunal para 'liberar'cseu cadastro. No caso da Receita Federal, frequentes problemas de comunicação causados pela indisponibilidade de acesso, também impedem a concretização do cadastro ou o protocolo de uma inicial: "problemas na comunicação com a Receita Federal, por favor tente mais tarde".
O telefone da central nacional de atendimento não atende. E quando se consegue, após longo período de espera, invariavelmente os operadores não conseguem solucionar o problema enfrentado pelo advogado.
Mensalmente o CSJT lança uma nova versão de 'melhoria' do sistema, devendo os Regionais instalá-la no prazo de 10 dias. Porém, não é informado ao advogado que existe uma nova versão, quais foram as alterações realizadas, as novas funcionalidades instaladas e as diferenças entre cada versão.
E, a cada nova versão do sistema, novos erros e bugs são enfrentados pelo usuário, sem que os antigos tenham ainda sido consertados. Diversos juízes consignam em decisão judicial a "impossibilidade técnica do próprio sistema".
O advogado convive, ainda, com constantes 'erros inesperados', 'falha na transação', 'tente novamente mais tarde' quando necessita acessar o sistema, gravar uma petição, carregar sua assinatura digital, ou enviar anexos, entre outras ações. O sistema trabalha com editor de texto próprio que constantemente, por não reconhecer algum caractere, impede que a petição seja assinada digitalmente pelo advogado.
A indisponibilidade crônica do sistema por motivos técnicos impede o cumprimento de prazos pelo advogado. A exigência legal de publicação de relatório de indisponibilidade do sistema - indispensável para comprovar a prorrogação automática do prazo - não é seguida pela grande maioria dos Tribunais Regionais do Trabalho. E, quando disponibilizada, a informação é dificilmente localizada no site do Tribunal.
E raros são os Tribunais que cumprem determinação legal de disponibilizar equipamentos de digitalização acesso à internet a advogados. Os infindáveis problemas causados por um sistema inoperante, na prática inviabilizam o exercício da advocacia. As Seccionais da OAB prestam atendimento diário a centenas de profissionais, lutam pela defesa dos direitos da classe e, consequentemente, dos direitos dos cidadãos.
Pelo rápido giro apresentado, constata-se que não é possível instituir a obrigatoriedade de uso de um sistema que não funciona. O cronograma de instalação do PJe na Justiça do Trabalho não deve prosseguir com a velocidade ultrassônica imposta, sem que estejam definitivamente solucionados todos os problemas de ordem técnica que inviabilizam o acesso à Justiça.
Ana Amelia Menna Barreto é presidente da Comissão de Direito e TI da OAB/RJ
Artigo publicado na revista eletrônica Consultor Jurídico.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Ciclo de Palestas - Direito e tecnologia da informação

Ciclo de palestras

Direito e Tecnologia da Informação
Período 04/03/2013 até 15/03/2013
Horário: 15:00 às 16:45 horas
Local: Plenário Dr. Plinio Vieira Bacellar - Casa do Advogado - Campos dos Goytacazes-RJ
Informações: (22) 2726-1206
Vagas Limitadas: 40
Aulas
Segundas e Sextas-feiras

04/03 - Certificação Digital avançada
Professora: Ana Amélia Menna Barreto

08/03 - A importância da redes sociais no marketing jurídico
Professora: Ana Amélia Menna Barreto

11/03 - Crimes Eletrônicos (visão geral)
Professor: Alexandre Mattos

15/03 - O Direito do Consumidor e os Crimes Eletrônicos
Professora: Walter Capanema


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Em vídeo, Cramer e Fábio Nogueira falam sobre gestão da OAB/RJ


Fonte: redação da Tribuna do Advogado

O vice-presidente da OAB/RJ, Ronaldo Cramer, e o coordenador das comissões da entidade, Fábio Nogueira, falaram, em vídeo veiculado no site e nas redes sociais da Seccional sobre os desafios e expectativas para a gestão de Felipe Santa Cruz à frente da instituição.
Em seu depoimento, Nogueira afirmou o potencial da OAB/RJ para tratar de causas da sociedade brasileira, sem descuidar do lado corporativo. Já Cramer falou sobre o desafio que é a transição do processo de papel para o eletrônico. "Esse não vai ser um desafio qualquer e não vamos decepcionar a advocacia nesta tarefa", afirmou o vice-presidente.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

ESA inicia ano letivo para aulas telepresenciais


Fonte: redação da Tribuna do Advogado
A Escola Superior de Advocacia da OAB/RJ (ESA) deu início ao ano letivo dos cursos telepresenciais, que terão temas como Direito Constitucional e trabalhista e outros, além de palestras sobre certificação digital e processo eletrônico. A transmissão desses cursos para a Seccional e subseções, feita em parceria com a Caarj, é um instrumento importante a qualificação profissional, principalmente, para os advogados do interior que, muitas vezes, não têm acesso a cursos e palestras.
"Todos os cursos têm perfil de capacitação profissional, de reciclagem e de gestão de carreira do próprio advogado, seja advogado individual ou do escritório de advocacia", explica Luiz Felipe Bezerra, coordenador executivo do projeto ESA a distância.
Ele ressalta que o objetivo principal é oferecer aos advogados conhecimentos que não se adquirem nas instituições formais de ensino. "Não estamos preocupados simplesmente com a tarefa de ensinar o Direito. Queremos ajudar o advogado a exercer a advocacia de forma que ele se realize profissionalmente".
Programação
A ESA atinge hoje 48 pontos em todo o estado e, até abril de 2013, chegará a 50 pontos, incluindo a capital. Segundo Luiz Felipe, a estrutura complexa tem por fim qualificar a advocacia fluminense. "Isso é um dever da Ordem. Investimos nessa questão para que o advogado possa fazer da advocacia não apenas seu meio ideológico, mas seu meio de vida e de mudança social", completou.